Não queremos passar por hipócritas. Confessamos que se pudéssemos, nós gostaríamos de ter carvões e papéis caros e desenhar como o David Kassan. Mas é fato que temos de começar em algum momento e de alguma forma. Para que o momento seja agora, acreditamos que comprar materiais caros, logo de cara, leva o aspirante a desenhista a cair no Mal do Aviso de Regime. Este mal foi observado, estudado e analisado metodicamente por Arthur Santana (em suas prolíferas horas vagas), que diz o seguinte:

“Sabe por que não quero que vocês saiam por aí dizendo que tão fazendo regime? Porque a aprovação que os outros vão dar para a atitude, fará com que o sistema de recompensa de vocês seja ativado. Desta forma, vocês vão se sentir bens consigo mesmos e no final vãoacabar esquecendo o regime porque, no fundo no fundo, a maioria das pessoas que fazem regime buscam algum tipo de (auto) aprovação e se a tiverem antes de emagrecer, pior pra elas mesmas”.

Um problema parecido ao que sofrem os amigos dos alimentos, sofrem os desenhistas iniciantes. Ao comprar lápis de madeira alemã, tinta belga e borracha de vinil, o sistema de recompensa do aprendiz pode ser tão prazeirosamente ativada que ele perde a necessidade de desenhar de fato.

Portanto, se não quisermos estar sempre avisando (para os outros e para nós mesmos) que estamos “começando” a desenhar, sugerimos esquecer isto por enquanto, pegar uma grafite barata e copiar Rafael na primeira folha limpa que aparecer na frente.

PS: Nós passamos por este problema quando fizemos mamãe comprar tinta, canson, curvas francesas, bicos de pena, etc para depois deixar tudo de lado.

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Trabalhando mais/menos

fevereiro 22, 2010

Qual o melhor dos dois olhares?
Há boas chances do escolhido ser o primeiro. Um dos motivos é um gosto natural que temos pela boa simplicidade. Fazer poucas coisas, mas fazê-las bem é realmente um conselho útil para evitar pseudo-trabalho.

Colocando a cabeça no lugar

fevereiro 12, 2010

Nos ensinaram uma técnica para lidar com raiva, estresse, tristeza e outras desordens pensamentais que gostaríamos de compartilhar.

Primeiramente, notemos que o “turbilhão de caos” que por vezes tomam nossa mente e não nos deixam ficar tranquilos para enxergar soluções, pode ser causado pela insistência numa tarefa (física ou mental) a partir de abordagens que nunca deram soluções (ex. reclamar sem propor algo melhor, maldizer, trabalhar mal, se irritar, etc).

A técnica que queremos compartilhar é baseado em trazer o foco mental para um lado mais racional e pragmático através do desenho.

Definição do problema

Há uns seis dias atrás me sentia saturado e de “cabeça cheia” e procedemos da seguinte forma:

Técnica proposta

1 – Pegamos grafite e papel

2 – Abrimos Os cadernos de Leonardo da Vinci na “Plate IX” (poderia ter sido outro desenho, mas acreditamos ser preferível o rosto de uma pessoa séria e tranquila).

3 – Voltamos a nossa mente para a execução do desenho.

4 – Marcamos no papel as medições das proporções do rosto (como sugeridos pelos traços de da Vinci).

5 – Copiamos vagarosamente a cabeça para caber dentro das medições (o resultado é mostrado neste post).

Resultados

Depois de terminar a tarefa escrevemos o seguinte (que pode ser visto na parte de cima do desenho)

“Antes de começar a desenhar estava estressado e de cabeça cheia, agradeço às leis Naturais que fixam o grafite no papel e ao artista cujo traço tentei copiar”.

Conclusão

É fato que tenha funcionado em nosso caso mas sugerimos que o leitor faça suas próprias experiências de “colocar cabeças no lugar” para verificar a validade (ou não) desta técnica no combate à desestrutura mental.

Post Scriptum: É óbvio, mas não custa nada lembrar. Esta técnica é baseada na bem estudada programação neural baseada em comportamentos e na meditação (e/ou oração) para a busca de paz mental. O fato de desenhar é um mero detalhe que propomos para manter o comportamento tranquilizado. Não estamos sugerindo (porque não temos base para isso) que desenhar cabeças tenha algum tipo de “poder cósmico” que por si só nos livre dos problemas. É preciso antes de tudo QUERER ficar tranquilo.

Isto não poderia ser mais eu

fevereiro 12, 2010

Sabem aqueles momentos de tristeza em que aquilo que mais queremos nos parece escapar pelos dedos? Sabem aqueles conselhos que vem em nossa mente e que nos ajudam a escapar do momento de tristeza? Pois mantenham em mente estas perguntas para ouvir minha história.

Depois da janta, a uns dois dias atrás, eu me lamentava por não estar conseguindo “realizar” meus desenhos. Eu começava a chorar quando me veio o “suave” conselho na consciencia para me tirar da depressão:

Larga de ser preguiçoso e vai estudar as flores.

Eu ri e fiz o desenho deste post. Eu me identifiquei com o desenho. Ele não poderia ter sido mais eu.