Estudando o blog do professor Vasco Vasconcellos, Uma Viagem Astral, tomamos conhecimento da escultora francesa chamada Camille Claudel. De cara, sentimos logo a sensação de que já a conhecíamos. Abaixo mostramos uma tentativa (frustrada) de desenhar o rosto dela, mas que nos deu muito prazer.

Ficamos a tarde inteira tentando corrigir o desenho, eliminando nossos vícios nos desenhos de olhos, até que chegamos no resultado atual. Os olhos ainda estão muito diferentes e por isto deveremos tentar desenhá-la de novo.

PS: Confessamos que desenhar está mais para uma desculpa para ficarmos olhando para ela, tentando descobrir onde já vimos aqueles olhos. 😀

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Deixem que pensem o contrário, mas a pintura é uma necessidade de todo ser humano que tenha coração.

Abaixo, uma pequena aquarela que fizemos depois da Nossa Senhora do Juízo Final de Michelangelo.

Este assunto nos lembra o diálogo entre Edgar Degas e Jehan Vibert, relatado por Ambroise Vollard:

– Sr. Degas!

Era Vibert, o conhecido pintor dos Cardeais.

– O senhor precisa ir ver nossa exposição de aquarelas!

Neste momento, Vibert tocou no velho macfalane de Degas.

– Talvez ache nossos quadros e nossos tapetes um pouco caros, mas afinal a pintura não é mesmo um objeto de luxo?

– A sua, meu senhor – retrucou Degas. – A nossa é feita de objetos de primeira necessidade.

Mas que o leitor não nos entenda mal. Não queremos mistificar a arte e colocá-la em um patamar onírico e milagroso. Pois acreditamos que a pintura, como um beijo, é apenas um objeto de manifestação do amor. Sem amor, não há arte. Não acreditamos na arte pela arte. Porém, pintar é preciso, porque amar é preciso.

E é por isto que, se ganhamos alguma credibilidade com aquele que nos lê, pedimos que pegasse papel, qualquer coisa que sirva para colorir e que pinte. Que pinte sem se perguntar por que, como e para quê. Por enquanto isto não tem serventia. No começo só importa o sentimento, a vontade, a boa intenção. O resto vem naturalmente com a disciplina. Não há como se arrepender.

Como despedida, deixamos mais uma citação:

Todo mundo discute a minha arte e finge compreender, como se fosse necessário entender, quando é simplesmente necessário amar.

Claude Monet

Vendo preconceitos

setembro 20, 2010

O desenhista precisa detalhar seus preconceitos.

Desde os setores periféricos de nossos sentidos, nós comparamos os estímulos que nos sensibilizam com conceitos internos estabelecidos previamente. Por exemplo, as células da retina comparam os estímulos de luz que as sensibilizam com pontos de luz rodeados por sombras. Na cóclea, as células comparam o som que chega com diferentes oscilações de curta direção. As camadas posteriores de nossos sistemas sensoriais trabalham com preconceitos sobre o resultado dos preconceitos das camadas periféricas [1].

A importância desta informação para este blog é a seguinte, quando olhamos rapidamente a figura a cima, ligamos atenção apenas para o preconceito mais importante, ou mais óbvio, o que diz que nos deparamos com um rosto. Porém, nosso sistema sensorial representou outros preconceitos que são importante para o momento de desenhar, por exemplo, neste desenho a linha que define a base do nariz e o centro da boca são mais elevados no lado direito, também, a sombra perto dos cabelos são mais intensas que nos centro da testa.

Estas pequenas percepções, geradas por pequenos e esquecidos preconceitos internos são de extrema importância para dar credibilidade a um desenho. Por tanto, a sugestão que damos neste post e que tomamos para nós mesmos, é

Abrir o olhos e ver, de fato.

Ou seja, deixar de super-simplificar e explicar o que vemos  apenas como “um rosto de mulher”, ou dizer que “o céu é azul” e começar observar nuanças e detalhes das percepções. Afinal de contas, as reflexões da luz nos proporcionam um espetáculo infinito de cores para reduzirmos tudo a “azul”. Além disso, as pessoas nos mostram muita personalidade em seus rostos para dizer apenas que nos deparamos com “uma mulher”.

Referencias

[1] Eric Kandel et. al., Principles of Neural Science

Ps: Neste desenho tomamos como referência uma obra de um de nossos artistas vivos favoritos, David Kassan

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setembro 2, 2009

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No momento que eu estava comendo esses doces eu senti vontade de representar o que eu sentia ao degusta-los.

Então eu desenhei uma meninha bem surreal, com cabelos grandes, cheios e domados, desenhei também um olho brilhante e grande e lábios molhados[se é que deu pra notar!] a feição eu coloquei um pouco de indecisão representada pela sobrancelha.

Então na blusa da menina, eu coloquei estampas que rementem ao que EU tava sentindo no momento. Daí a simbologia já tá mais compreensível. [né possível!]

A magreza é pq a menina tá doente. [DO NADAAAAAAAAAAAA]

Alguns reparos

setembro 1, 2009

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O nome do desenho é : Alguns reparos

Não tá bem desenhado pq foi feito com a pressa de quem tem algo urgente pra dizer. Nesse desenho os olhos da boneca de pano estão costurados, e a boca também. O fato é que ali não haviam olhos, apenas uma cavidade dedica à eles, e a boca representada pelo sorriso que jazia no inexistente.

 O que eu quero dizer com esse desenho: que as pessoas fazem pequenos reparos em si mesmas quando querem se adequar a algo. E que os principais orgãos que sofrem com isso são os olhos e a boca. Os olhos pq julgam o tempo todo, pq avisam a consciência sobre o que tá certo ou tá errado, pq alertam ,pq  discriminam oq acontece em nossa volta com precisão ou não, pq acima de tudo SENTEM.

 Já a boca é pelo fato de falar o que pensa, falar coisas erradas nos momentos errados, falar o que vê imediatamente, falar de quem não deve se falar, falar de si, de tanto falar…

Então em cima de uma cavidade vazia, eu costurei um olho que vai enxergar oq eu quero que enxergue, e em cima da boca eu costurei uma boca que só vai falar oq eu quiser.

Pq o ouvido não?

O ouvido eu não posso controlar. Ele vai sempre ouvir tudo, tanto oq se quer, quanto o que  não quer. Mas vai caber aos olhos e a boca transformar o que foi escutado.

O olho é portal da imaginação.

é isso meu povo…

Vejam mais de perto os detalhes:

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